Moradores de Itacoatiara, no interior do Amazonas, denunciam o abandono da antiga Unidade Prisional Mista do município, localizada no bairro Santo Antônio. O prédio, que funcionava com setor feminino e regime semiaberto, está desativado há anos e se tornou motivo de preocupação para quem vive na região.
De acordo com relatos de moradores, o imóvel foi depredado, teve portas e telhas arrancadas e vem sendo usado por usuários de drogas, o que, segundo eles, tem alimentado uma onda de furtos e insegurança no entorno.
A equipe da Rede Amazônica esteve no local e registrou a presença de homens e mulheres nas dependências da antiga unidade. Vizinhos afirmam que a ocupação irregular e os atos de vandalismo se intensificaram nos últimos quatro ou cinco anos.
“Está abandonado há uns dez anos, mas nos últimos quatro ou cinco anos os viciados tomaram conta. À noite eles cometem assaltos, roubam lojistas que trabalham aqui perto. Furtam fios, lâmpadas, câmeras — tudo o que encontram pela frente”, relatou um morador que preferiu não se identificar.
O morador também pediu providências das autoridades:
“Pedimos que façam alguma coisa, que ao menos derrubem esse prédio, porque só está servindo de abrigo a viciados e trazendo muito transtorno aos moradores da área.”
Segundo os moradores, o prédio apresenta muros pichados, celas destruídas, ausência de telhado, acúmulo de lixo, restos de colchões e mato alto que tomou conta dos antigos pavilhões. Além das casas próximas, prédios públicos também teriam sido alvo de furtos, com a retirada de fios, lâmpadas e materiais elétricos.
Registros da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) apontam que a última revista realizada na unidade ocorreu em 2017. O prédio foi desativado no ano seguinte, mas não recebeu destinação oficial nem passou por obras de recuperação desde então.
A Rede Amazônica entrou em contato com a Seap para questionar o motivo do abandono, a existência de planos de recuperação e as medidas para evitar novas invasões, mas não obteve resposta até a última atualização da reportagem.
*Com informações de g1 Amazonas | Foto: Liam Cavalcante/g1 Amazonas






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